Associação dos Acadêmicos Indígenas da Universidade de Brasília

Estudantes indígenas da Universidade de Brasília (UnB) participaram ativamente da 1ª Marcha do ATL 2026 – “Congresso inimigo dos povos”, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos indígenas e a luta por justiça social e ambiental no país.

Milhares de indígenas ocupam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), nesta terça-feira (7), a partir das 9h, em mobilização pela defesa de seus direitos e em oposição a propostas legislativas que ameaçam diretamente seus territórios e modos de vida. A marcha faz parte da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), que acontece até o dia 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano.

A mobilização, que integra a programação do Acampamento Terra Livre (ATL), reuniu milhares de indígenas de diferentes povos, territórios e regiões do Brasil, em um momento histórico de resistência frente aos constantes ataques aos direitos originários. A marcha teve como principal objetivo denunciar medidas e projetos em tramitação no Congresso Nacional que ameaçam os territórios, a cultura e a vida dos povos indígenas.

No edição anterior, a Associação dos Acadêmicos Indígenas da UnB (AAIUnB), junto à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a estudantes indígenas, participou da marcha “A Resposta Somos Nós”, realizada durante a 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) em 2025, em Brasília. Com vozes firmes e unidas, ecoaram o grito: “MORADIA INDÍGENA NA UnB JÁ!”, reforçando a luta pelos direitos dos povos originários.

Os estudantes indígenas da UnB estiveram presentes de forma organizada, fortalecendo o protagonismo da juventude indígena no espaço político e acadêmico. A participação reafirma a importância da universidade como um território de luta, produção de conhecimento e articulação em defesa dos povos originários.

Durante a marcha, foram levantadas pautas fundamentais como a demarcação de terras, o enfrentamento às violências nos territórios, a garantia de políticas públicas específicas e o respeito à diversidade cultural dos povos indígenas. Além disso, o ato simbolizou a união entre diferentes gerações na construção de estratégias coletivas de resistência.

A presença dos estudantes indígenas da UnB no ATL 2026 reforça o papel da educação como ferramenta de transformação social, conectando os saberes tradicionais aos conhecimentos acadêmicos na luta por um futuro mais justo, plural e sustentável.